hoje, o PS irá explicar a sua poção mágica

PS desenhou um conjunto de propostas que apresentará hoje como alternativas 
para Portugal escapar da crise económica. 
um olhar (critico) sobre elas:


1. Parar com a austeridade
o PS promete que cumprirá o memorando. o PS não pode inverter todas as políticas de austeridade sem rasgar o Memorando de Entendimento? e como é que o PS vai cumprir o corte de 4 MM euros ou substituir a poupança que que esses cortes consentiam?

2. Reduzir o IVA da restauração para 13%
no ano passado Paulo Núncio revelou que o montante de IVA entregue até Agosto tinha mais que duplicado até Agosto, face ao mesmo período de 2011. perdemos receitas com a aplicação da medida do PS? onde vamos compensar?

3. Aumentar o salário mínimo nacional
há apenas três meses, o PS absteve-se na votação da propostas do PCP e do BE, dizendo que a ideia deveria ser "discutida com seriedade" entre os parceiros sociais. agora já pode? devemos aumentar o smn? se sim, onde está o estudo económico para o impacto nas empresas e orçamento (afinal baixar a TSU é bom?)

4. Plano de emergência de apoio a desempregados
o PS defende a necessidade de "mobilizar fundos comunitários para criar um programa de qualificação e formação profissional" para os desempregados que não têm qualquer tipo de protecção social. no início deste ano, o secretário de Estado da Economia e do Desenvolvimento Regional sublinhava que o Executivo iria "colocar a economia e o emprego no coração do novo QREN". em que é que essa medida se distingue das previstas?

5. Renegociar as metas de défice e a dívida
o PS quer o alargamento dos prazos de amortização da dívida e redução dos juros. o que parece, então, distinguir o PS do Governo é a prometida agressividade com os credores. eles têm mesmo medo de Seguro? Chipre não ensinou nada?

6. "Uma agenda para o crescimento e emprego"
o PS quer : captar Investimento Directo Estrangeiro; fomentar as exportações; lançar um programa de substituição das importações por bens produzidos em Portugal.
para isso aplicará as seguintes medidas: investimentos (Porto de Sines, ligação ferroviária de mercadorias Sines-Madrid) e políticas de crédito (direccionar financiamento para empresas exportadoras, criar incentivos fiscais).
ninguém estará contra tais opções. só não se entende onde está a dirigida especificamente à criação de emprego (temos de esperar pelo resultado das políticas de crescimento e o seu efeito indirecto? já não há pressa?).

Sem comentários:

Enviar um comentário