Seguro, o Trivial


Seguro diz que quer renegociar a dívida, mas afinal não tem é coragem de exigir um perdão parcial da dívida (que pode ser a única solução viável).

promete 12 mil milhões de euros para a economia portuguesa, de modo a acabar com a austeridade. como os arranjar? nada depende dele, mas de Bruxelas, do BCE, do FMI...

quer aumentar o Orçamento comunitário (talvez à conta de maiores impostos para os outros) mas fala dos salários dos altos funcionários e deputados europeus. cortes não é com ele.

nas obras públicas, garante que apostará nas conexões ferroviárias, aéreas e digitais. com que dinheiro, não se sabe.

prometeu "um contrato de confiança com os portugueses, assente numa forma diferente de exercer a política (respeitando os compromissos, honrando as promessas eleitorais, separando a governação pública dos negócios privados, transparência e exercendo a governação em respeito e em diálogo com os portugueses). e como é linda a função gramatical dos parêntesis aqui,repararam?

pede uma maioria absoluta, mas, ao mesmo tempo, está disponível para fazer acordos com outros partidos. CDS, BE, PCP, OS VERDES?... o Seguro não explica.

promete acabar com o "o rotativismo que nada resolve e tudo agrava", isto é, com o sistema de alternância entre o PS e o PSD no governo. alguém entende isto?

mas agora vão entender Seguro: não toca no actual sistema eleitoral, não toca na estrutura do poder local e não toca na Constituição. mas este fim-de-semana, prometeu mudar tudo.




Sem comentários:

Enviar um comentário