dizem que é o novo Marx e o Vitor Gaspar gosta


chama-se “O Capital no Século XXI”, foi escrito por um jovem economista francês, Thomas Piketty, saiu em França no final do ano passado mas foi na tradução para língua inglesa que desencadeou as grandes controvérsias (quem quiser esperar pela edição portuguesa, só no Outono).

o mundo parece dividir-se entre os que o acham bom e os que o acham mau.

ainda sem opinião já estou, porém, convencido de alguma coisa lendo Ricardo Reis, no Dinheiro Vivo: “a previsão confiante de Piketty para as próximas décadas choca com a bem conhecida incapacidade dos economistas em prever seja o que for com mais de 5 anos de distância. É uma hipótese académica interessante, mas que exige um enorme salto de fé para ser levada muito a sério por um governante”.

agora vem a crítica entusiástica de... Vítor Gaspar. o ex-ministro das Finanças regressado à sua pele de académico escreve: “Gostei e continuo a ler Piketty – recomendo-o. Sendo assim é claro que tenho imensas opiniões sobre o livro. Demasiadas para o propósito desta recensão. Pelo que me concentrarei em dois aspetos que me parecem fundamentais.”

seja como for, Thomas Piketty já agitou o debate político e económico nos Estados Unidos e na Europa deixando um alerta: a actual sociedade capitalista está cada vez mais parecida com o mundo desigual do século XIX descrito por Jane Austen e Honoré de Balzac.

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