quando os jornalistas se enganam chamando rebeldes a terroristas




a Primavera Árabe foi oficialmente encerrada com as "vitórias norte-coreanas" de Sisi e Assad e, agora, o ISIS trata de evitar que jamais floresça, utilizando valas comuns para execuções, costumes que sabemos bem o que significam e onde nos levam.

convirá, no entanto, perceber que os americanos quando saíram do Iraque, em 2011, deixaram para trás uma milícia informal anti-Al-Qaeda conhecida por movimento Sahwa. contudo Nouri al-Maliki, o primeiro ministro iraquiano, considerou esse grupo politicamente hostil e promoveu a sua dissolução. isso abriu caminho ao ISIS - ramificação da Al-Queda no Iraque chamada Estado Islâmico do Iraque anunciou que ia fundir-se com a Jabhat Al-Nusra, a ramificação da mesma organização na Síria ( na época, esta última estava a lutar ao lado dos rebeldes contra Assad -, fazendo com que o processo de recruta de novos militantes islamitas se tornasse mais fácil.

agora, o ISIS ( que agrupa a maioria sunita da síria e Iraque) é liderado por Abu Bakr al-Baghdadi, que tomou o controlo da organização após o ex-líder ter sido eliminado por um bombardeamento de caças F16 americanos, em junho de 2006. diz-se descendente direto do profeta Mohamed e tem um doutoramento em estudos islâmicos. a revista Time já lhe chamou o “novo Bin-Laden”.

estão a ser divulgadas nas redes sociais da organização jihadista ISIS imagens chocantes, que mostram aparentemente soldados iraquianos a serem executados em massa e os EUA já prepararem a evacuação do pessoal das embaixadas, um sinal do absoluto falhanço do Estado-Nação que nunca foi o Iraque. incapaz, aliás de, sequer, formalmente declarar um estado de emergência nacional e/ou de pedir ajuda formal às Nações Unidas. mais um beco sem saída.

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