alívio no "monstro da electricidade"


no último Conselho Europeu de Durão Barroso como presidente da Comissão, Portugal corrigiu, em parte, o grande erro das famosas eólicas que durante anos nos venderam como o el dorado dos tempos modernos. durante anos o excesso de produção (subsidiada por nós, os consumidores, claro!) não foi escoada. foram mais de 16 mil (repito: MIL) milhões para investir em barragens para disfarçar este excesso de produção de energia verde que o pais não consome, mas paga principescamente...

ontem, este mesmo país corrigiu um pouco esta trajectória. disse que não subscreveria qualquer acordo de energia se não fosse também aprovada uma política de interligações que permitisse à Península Ibérica deixar de ser uma ilha. o problema era a França, que sempre resistiu a aumentar o número de linhas que cruzam os Pirinéus. o Financial Times escreve como Portugal, mesmo sem contar com um apoio mais forte de Espanha, conseguiu os seus objectivos:
The emergence of Portugal as a major stumbling block took many by surprise. Going into the summit, Spain complained bitterly about France’s reticence to building new power lines over the Pyrenees to allow export of its surplus wind power. But Mariano Rajoy, Spanish prime minister, dropped out of the talks, leaving Portugal’s Pedro Passos Coelho to battle for the Iberians.
Ultimately, Portugal and Spain won their battle to ensure that Europe’s electrical grids should be better connected. The EU said that countries should be able to export 15 per cent of their generational capacity by 2030. This process would be closely monitored to ensure that France would open its border to transmission lines from Iberia.

ou seja, o monstro da energia eléctrica que criamos, agravado pela crise financeira mundial, pode finalmente ser vendido à Europa e aliviar um pouco a nossa pesada fatura mensal da electricidade. uma situação que demonstra muito bem como íamos bem governados por engenheiros. mas, afinal, aprendemos?

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