O "não" foi a "não" vitória da democracia


Para se perceber melhor está capitulação do irresponsável governo revolucionário socialista grego, uma coluna de opinião da Bloomberg, de Leonid Bershidsky, explica bem as (não) diferenças entre os dois documentos. O título já diz muito sobre o seu registo crítico: Tsipras Wants Money to Forget Democracy. Pequeno extracto, que vai directo ao argumento central: “In effect, then, it appears that Greeks voted on Sunday to achieve just three things: 1) a lower VAT rate for hotels; 2) an extra 300 million euros in military spending; 3) no privatization revenue targets. If Tsipras had formulated the referendum question that way, I doubt many voters would have turned out.” Pois é...

É recomendavel, também, passar os olhos por Bernard-Henri Lévy (até por contrariar as opiniões dominantes): Greece’s “No” is No Victory for Democracy. Para o filósofo francês o problema não é o Não ou o Sim, mas as condições em que foi convocado e disputado o referendo, considerando-o um plebiscito confuso e com uma questão que não era clara. Por isso recorda a História: “Ancient Greek had two words for the people: the “demos” of democracy and the “laos” of the mob. With his puerile call to shift the burden of his own errors and his reluctance to reform onto the shoulders of Greece’s fellow Europeans, Tsipras is leaning toward the latter manifestation – and promoting the worst version of Greek politics.”

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