Costa, we have another problem!


Jorge Almeida Fernandes, em
 Jeremy Corbyn: um “Podemos” na Inglaterra?, descreve a sua plataforma política: “Promete renacionalizar a grande indústria, os caminhos-de-ferro, o gás e a electricidade, subir os impostos dos ricos, um plano maciço de investimento nas infra-estruturas, a restauração dos direitos perdidos pelos trabalhadores, a gratuidade das universidades e, sobretudo, o aumento da despesa pública e o fim da política de austeridade. Propõe também o cancelamento do nuclear militar britânico e a saída da NATO, tal como a revisão do estatuto britânico na UE. (…) É um anti-americano visceral. Foi admirador de Chávez, apoiou Putin no conflito ucraniano, elogia o Hamas e o Hezbollah.”

Corbyn é como que “uma memória viva do Partido Trabalhista dos anos 80 — cujo epitáfio é o manifesto eleitoral de 1983

O seu programa entusiasma o Esquerda.net, o órgão online do Bloco de Esquerda, que tratou de traduzir um texto do Socialist Worker, o jornal que se auto-define como socialista e revolucionário. Que exulta: “Corbyn está a ganhar, (…) impulsionado por uma enorme onda de entusiasmo”; “A sua vitória seria um grande sucesso democrático”; sendo que, caso vença, “é o movimento extra-parlamentar que tem crescido à volta dele que permanecerá a sua fonte de força”. 

Este homem quer pintar o Partido Trabalhista de vermelho carregado e dentro de três semanas pode conquistar o poder nos Labour. Estamos assim.

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