A liberdade não está a passar por aqui

A liberdade de informação em Portugal pode ser mais frágil do que se imagina. Os termos da sentença da providência cautelar contra o grupo Cofina, impedindo órgãos de informação como o Correio da Manhã e a Sábado de publicarem informações sobre o que consta numa investigação judicial sobre um ex-PM acusado de corrupção estão na fronteira da inconstitucionalidade. À acusação criminal contra difamadores, o ex-PM pretende uma censura total. Depois de durante meses reiterar que nenhuns factos existem contra si no processo-crime denominado Operações Marquês, veio agora pedir aos tribunais a proibição da divulgação dos factos nele constantes. Porquê, exactamente, só ele o poderá explicar e nós interpretar. 


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