25 de novembro


Neste dia, até Otelo foi inteligente. Colocou-se às ordens do Presidente da República e chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, não dando instruções de saída às tropas do COPCON o que poderiam ter desequilibrado as forças e levado a uma guerra civil entre os portugueses. Na sua famosa carta de 22 de agosto de 1975 rompe mesmo, de forma inesperada, a aliança que até aí tinha com o general Vasco Gonçalves escrevo-lhe: “percorremos juntos e com muita amizade um curto-longo caminho da nossa História. Agora companheiro, separamo-nos. Julgo estar dentro da realidade correta deste país ao assim proceder (...) Peço-lhe que descanse, repouse, serene, medite e leia. Bem necessita de um repouso muito prolongado”. E não é que, hoje, volta a fazer falta uma voz assim? 

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