As entrevistas e o que não se perguntou

Houve quem não gostasse nada do que viu e ouviu, como Viriato Soromeno Marques que, no Diário de Notícias, em Ostracismo em prime time, escreveu: “O show televisivo foi o palco do aviltamento de Joana Marques Vidal e do sistema judicial como um todo. Sócrates, cuja deriva histriónica é inegável, fez-nos regressar à democracia ateniense, quando não havia separação de poderes nem processos formais de investigação. Quando a condenação até do mais justo dos heróis da Antiguidade - o general Aristides (530-468 a.C.) - poderia ser induzida por um demagogo, incendiando uma multidão na ágora. Partindo bilhas, e usando os cacos como boletins de voto, no sinistro processo de ostracismo. Um péssimo serviço à democracia que nenhuma guerra de audiências pode justificar.”
 
(Já agora: se assistiram à entrevista e quiserem ficar com uma ideia do que ficou por perguntar ou esclarecer, recomento um especial que editámos ainda antes de começar a primeira parte do programa, As 16 perguntas a que José Sócrates devia dar resposta.)

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