Se tudo correr como sempre (mal) pode ir aos 3850 milhões de euros

Apesar do muito "nevoeiro" do caso BANIF, parece que é assim:

O Estado teve de se chegar à frente com 2.255 mil milhões de euros.

1766 milhões de euros serão custo direto do Estado, mais um empréstimo de 489 milhões de euros ao Fundo de Resolução da banca (após o empréstimo de 3,9 mil milhões do Estado ao Fundo para a resolução do BES já se percebeu que não há esse dinheiro...)

750 milhões de euros em garantias do Estado (422 milhões de euros dizem respeito a uma garantia sobre ativos que o Santander recebe - se for menos paga o Estado mas se os ativos venderem mais, recebe o Estado o excedente - e 323 milhões de euros dizem respeito a ativos que o Santander assume sem o tempo para as avaliações necessárias.

Assim,

a solução custará o Estado 1766 milhões de euros, a que se juntam os 825 milhões de euros já perdidos com o primeiro resgate ao banco no final de 2012 e o empréstimo inevitável ao fundo de resolução : total do envolvimento do Estado quase 3100 milhões de euros, valor a que acrescem ainda o valor das garantias.

Enfim, se tudo correr como sempre (mal) pode ir aos 3850 milhões de euros.

Nota: E a receita de 150 milhões de euros com a venda ao Santander Totta, perguntam vocês? Já está incorporada no valor da ajuda do Estado. Ou seja, este valor abateu ao dinheiro que o Banif teve de receber do Estado. Venda ou oferta?

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