O caso Dilma que ninguém conhece termina hoje


Com tanto sound byte de um e outro lado, provavelmente já nos perdemos. Importa recapitular tudo:

Em dezembro de 2015, Eduardo Cunha, na altura presidente da Câmara dos Deputados, disse sim à abertura de um processo para afastar Dilma Rousseff da presidência, sob acusações de manipulações orçamentais, vulgo, pedalada financeira. Isto aconteceu um bocadinho depois de se saber que o PT, de Dilma, tinha aconselhado os seus deputados para votarem a favor de um inquérito contra Cunha.

Entretanto, Michel Temer, vice-presidente do PMBD, deixou o Governo e o seu partido pulou para o lado da oposição.

Passamos a ouvir as escutas entre Lula e Dilma que o juiz Moro pôs cá fora. Percebemos que a Presidente era a "querida" do ex-Presidente e o ex-presidente era o "senhor" para a Presidente, e no dia 30 a Câmara Baixa do Parlamento enviou o processo de destituição de Dilma.

A 12 de maio, o Senado aceitou, a 'Presidenta' foi suspensa, Temer assumiu a liderança interinamente, e marcou-se o processo de impeachment para o final de agosto.

Hoje o Senado brasileiro vota se a presidente suspensa, Dilma Rousseff, deve ser definitivamente afastada do cargo.

A sessão da votação do ‘impeachment' (destituição) deverá começar às 11:00 horas (15:00 horas em Lisboa) e o que Importa é responder sim ou não a esta pergunta:
"Cometeu a acusada, a Senhora Presidente da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?"

Caso vença o 'sim' Michel Temer será oficializado como presidente do Brasil até o fim de 2018. Caso o impeachment seja negado pelos senadores, o processo será arquivado e Dilma Rousseff reassume a presidência.

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